Domingo, 4 de Maio de 2008

Águas do Algarve assume projecto para a despoluição da Ribeira de Odeáxere e do Rio Arade


águas: Protocolo cria solução integrada para o tratamento de efluentes de suinicultura
O Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, a Câmara Municipal de Monchique, a Águas do Algarve e a Associação de Suinicultores do Barlavento Algarvio assinaram ontem o protocolo de cooperação para a despoluição das Bacias Hidrográficas da Ribeira de Odeáxere e do Rio Arade. O documento estabelece a criação de uma solução para os efluentes de suinicultura através da sua integração no Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve. O arranque do projecto será efectuado no concelho de Monchique, onde existem uma produção de cerca de 50 mil suínos, na área das Bacias Hidrográficas da Ribeira de Odeáxere e do Rio Arade, prevendo-se que este projecto seja alargado a outros municípios já abrangidos pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento. No âmbito deste protocolo, serão celebrados contratos entre a Águas do Algarve e a Associação de Suinicultores do Barlavento Algarvio para o lançamento dos efluentes pré-tratados das suiniculturas nos colectores do sistema. A gestão e exploração das estações de pré-tratamento das suiniculturas ficará a cargo da Águas do Algarve. O Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas irá elaborar, em colaboração com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, um Programa de Gestão de Resíduos das Suiniculturas. Estes dois ministérios irão ainda apoiar as candidaturas a programas de financiamento, comunitários e nacionais, para a construção das estações de pré-tratamento dos efluentes das suiniculturas. A integração das águas residuais de suiniculturas no Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve irá permitir minimizar os impactes ambientais das explorações suinícolas existentes nesta região, promovendo a requalificação ambiental das bacias hidrográficas afectadas pelas descargas desses efluentes. O Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve Recordamos que o Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve foi criado pela Águas do Algarve em conjunto com os 16 Municípios da região, com o apoio do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, tendo este projecto surgido na sequência do sucesso obtido pela Águas do Algarve com a criação dos Sistemas Multimunicipais de Abastecimento de Água ao Sotavento e Barlavento Algarvios, cuja operacionalização teve como resultado uma notória melhoria da qualidade e da quantidade da água que abastecerá a região na sua totalidade. A operacionalização do sistema de saneamento do Algarve está prevista para 2002, altura em que se estima a recolha e tratamento de 16 milhões de metros cúbicos de esgotos por dia, incluindo efluentes domésticos, industriais e suinícolas. Em 2006, prazo previsto para o arranque total do sistema, a sua capacidade será de 43 milhões de metros cúbicos por dia, valor que poderá subir para 54 milhões no ano 2030. A preservação dos recursos hídricos e a criação de condições para a melhoria da qualidade de vida das populações são os grandes objectivos deste projecto da Águas do Algarve. A empresa Águas do Algarve A empresa Águas do Algarve foi criada no ano de 2000, através da fusão das sociedades Águas do Barlavento Algarvio e Águas do Sotavento Algarvio, que eram, até à data, as concessionárias dos Sistemas Multimunicipais de Abastecimento de Água ao Barlavento e Sotavento Algarvios, respectivamente. A Águas do Sotavento Algarvio, SA foi criada em 1995 pela Águas de Portugal, pela IPE-Capital e pelos municípios de Castro Marim, Faro, Loulé, Olhão, São Brás, de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António, com vista à criação de um sistema de fornecimento de água às respectivas populações. Por sua vez a Águas do Barlavento Algarvio foi constituída em 1995, com vista à construção de infra-estruturas para o abastecimento de água. Em 1999 a sua estrutura accionista foi alterada, passando a ser composta pela Águas de Portugal, pela IPE-Capital e pelos municípios de Albufeira, Lagoa, Lagos, Portimão, Silves, Vila do Bispo e Loulé. A entrada em funcionamento daqueles dois sistemas, em finais de 1998 e finais de 1999, respectivamente, teve como consequência uma melhoria significativa da qualidade da água, que passou a ser abastecida de forma regular ao longo do ano nas respectivas áreas.

Inverse Calibration of a Groundwater Flow Model for the Almádena-Odeáxere Aquifer System (Algarve – Portugal

Resumo em Português: O trabalho de investigação levado a cabo consistiu na caracterização da distribuição espacial de parâmetros hidráulicos no sistema aquífero de Almádena-Odeáxere, através da calibração automática de um modelo numérico em elementos finitos, com vista a aumentar a fiabilidade das simulações do funcionamento hidráulico do sistema aquífero. Este trabalho tem como ponto de partida para a execução da referida calibração algumas das variantes do modelo já implementadas na Universidade do Algarve para investigar as propriedades hidráulicas do sistema aquífero de Almádena-Odeáxere no âmbito do estudo do fluxo regional das águas subterrâneas nos aquíferos do Algarve. Com o intuito de providenciar as bases para a compreensão e desenvolvimento do modelo conceptual deste sistema aquífero, foi inicialmente efectuada uma caracterização do estado actual do conhecimento existente acerca da hidrogeologia, baseada nas investigações levadas a cabo nos últimos anos no Algarve. Para além disso, foram também tidos em conta, dados de campo recolhidos recentemente, por meio da utilização de uma rede de monitorização, desenvolvida em articulação com o projecto de investigação POCTI/AMB/57432/2004, intitulado “Modelação de Escoamento Subterrâneo e Optimização de Redes de Monitorização à Escala Regional em Aquíferos Costeiros - O caso do Algarve”. O acesso à rede de monitorização implementada foi indispensável, uma vez que forneceu a informação adicional necessária para o desenvolvimento das variantes do modelo desenvolvidas durante o curso do presente trabalho. Após a caracterização efectuada, e mediante a execução de um cálculo de balanço hídrico que teve em consideração os valores disponíveis de precipitação, estimativas de recarga e de evolução do consumo de água no sistema aquífero de Almádena-Odeáxere, para o período compreendido entre 1989 e 2005, pôde-se estimar, que para os anos de 1994 e 1998 este poderá ter estado em défice hídrico. Relativamente aos últimos anos (a partir do ano 2000), verificou-se que as extracções no sistema aquífero foram gradualmente diminuindo e este poderá encontrar-se actualmente sub-explorado. Relativamente ao balanço efectuado, é importante referir que, pelo facto de se ter considerado um valor de taxa de recarga (40,2 %) situado perto do intervalo inferior dos valores de recarga conhecidos (que variam de 40 % a 60 %), certamente se contribuiu para uma subvalorização da quantidade de água disponível no sistema aquífero, na avaliação efectuada. Constatou-se que, até á presente data, só se encontravam disponíveis, em trabalhos anteriores, estimativas de valores de transmissividade obtidos através de ensaios de bombagem ou do uso do caudal específico (método de Logan). Uma vez que estes métodos apenas permitem determinar os valores de transmissividade á escala da captação, as anteriores simulações á escala regional no sistema aquífero de Amádena-Odeáxere, apenas contemplavam um valor único de transmissividade (valor médio) aplicado em toda a sua área. O desenvolvimento destas simulações iniciais permitiu obter as primeiras estimativas acerca da distribuição de variáveis de estado no sistema aquífero de Amádena-Odeáxere. No entanto (e apesar de existir inclusivamente uma versão do modelo que permitiu estudar o impacte causado pela captação de água em furos destinados á rega, no padrão regional de escoamento do sistema aquífero) quando confrontadas com dados reais obtidos no terreno, estas simulações revelaram ser incapazes de reproduzir a distribuição espacial dos valores de piezomentria medidos. Foi portanto assumido que a determinação da distribuição espacial dos parâmetros hidráulicos que controlam o fluxo da água subterrânea no sistema aquífero deveria ser a maior dificuldade a superar no decurso do presente trabalho. De facto, o cumprimento desta tarefa, afigura-se hoje em dia, como um dos maiores desafios na calibração de modelos numéricos em elementos finitos. O uso de uma abordagem clássica de tentativa e erro para levar a cabo este processo, normalmente envolve o desperdício de tempo precioso até se conseguir obter um valor de distribuição capaz de gerar simulações de fluxo hidráulico realistas. Alternativamente, foi utilizado um algoritmo de calibração inversa que permitiu uma análise mais rápida e fiável á variação da distribuição dos parâmetros no espaço. Foi utilizado o método de Gauss-Marquardt-Levenberg para estimação de parâmetros não-lineares, disponível no algoritmo PEST. O algoritmo foi acoplado a um modelo em elementos finitos, que se baseia no método Galerkin de resíduos ponderados. Os resultados obtidos através do uso do método inverso revelaram um bom ajuste entre valores simulados e valores obtidos no terreno, uma vez que o coeficiente de correlação, R, revelou-se mais elevado que 0,9 (0,9967) e a soma do quadrado dos resíduos ponderados entre resultados do modelo e dados obtidos em pontos de observação no terreno (isto é, a função objectivo, F) foi apenas de 4,56 m. A distribuição espacial de transmissividade obtida variou entre 86 m2/dia e 8158 m2/dia em 16 zonas. Estes resultados foram convertidos em valores de condutividade hidráulica (através da sua divisão pela espessura aproximada do sistema aquífero (1000 m) e constatou-se, através de uma análise estatística que estes revelam ser mais elevados que os obtidos por autores anteriores, através de ensaios de bombagem. A diferença verificada deve-se ao facto de a condutividade hidráulica variar com o efeito de escala, particularmente no caso de aquíferos cársicos, como é o caso do sistema aquífero de Almádena-Odeáxere. A obtenção destes dados, permite a melhoria da fiabilidade de simulações futuras da distribuição espacial e evolução temporal de variáveis de estado, quer em condições naturais, quer considerando diferentes cenários de utilização do recurso água. Para além do valor intrínseco da informação hidrogeológica obtida acerca do sistema aquífero de Almádena-Odeáxere, espera-se que o presente trabalho possa contribuir para difusão desta abordagem de calibração, que até ao presente se encontra insuficientemente divulgada e aplicada fora dos círculos académicos. O presente trabalho abre, para além disso, a possibilidade de num futuro próximo, a gestão das reservas de água subterrânea do sistema aquífero de Almádena-Odeáxere poder vir a ser efectuada utilizando este tipo de modelos, uma vez que o modelo numérico calibrado se apresenta agora mais fiável e passível de poder ser utilizado (assumidas as suas limitações) no desenvolvimento de cenários de funcionamento hidráulico do sistema aquífero mediante a pressuposição de diferentes regimes de exploração ou de alterações climatéricas, com todas as vantagens que daí advêm no que diz respeito á utilização racional dos recursos hídricos da região.
Palavras-chave em Português: Mestrado em Engenharia do Ambiente, Calibração Inversa, Modelação Ambiental, Aquífero de Almádena-Odeáxere

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Até que enfim vamos ter variante ........as obras deram inicio com aterros junto ao campo da bola do odiaxere



Comecaram os aterros para a nova variante do Odeaxere frente das bilhas do gaz e entre o campo da bola e a ribeira do Odeaxere.


Odiáxere será porta de entrada para grandes empreendimentos da Meia-Praia .


A dois passos da Meia Praia e do Autódromo, Odiáxere prepara as acessibilidades e nova zona industrial para servir de sede a serviços de apoio. A proposta de plano de urbanização está aí
Com a nova proposta de plano de urbanização, a vila de Odiáxere, localizada estrategicamente a meio caminho entre Lagos e Portimão, paredes meias com o novo Autódromo Internacional do Algarve e na retaguarda da Meia-Praia, prepara o seu desenvolvimento urbano para a próxima década.Na proposta de plano, que em breve será enviada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (ver caixa), a Estrada Nacional 125 deixará de atravessar a vila ao meio e, mesmo antes do campo de futebol, nascerá a tão desejada variante Sul de Odiáxere. É essa grande solução em termos de acessibilidades que a proposta de plano contempla. A Câmara de Lagos pretende que o actual eixo viário, que divide a vila ao meio, deixe de ter um carácter de estrada regional para passar a ser a «Rua da Vila do Odiáxere».Em troca, disse ao «barlavento» Júlio Barroso, presidente da Câmara de Lagos, «pedimos ao Estado que faça a variante Sul, que terá essa dupla função, afastar o trânsito do centro da vila e fazer a relação das grandes vias de acessibilidades, como a Via do Infante e a EN125, com esse ponto turístico máximo que é a Meia-Praia». O autarca acredita que, em breve, o Primeiro Ministro José Sócrates virá ao Algarve «reforçar a requalificação da EN125» e tem esperança que inclua a variante Sul nos planos dessa requalificação. Se assim for, e se o plano seguir conforme a proposta, a variante Sul de Odiáxere nascerá, para quem vem de Portimão em direcção a Lagos, junto ao estádio de futebol, desembocando na rotunda da Torre, de acesso à Via do Infante.Mas não é só em termos de acessibilidades que a vila de Odiáxere se prepara para o futuro. A proposta de plano reserva também uma área para desenvolvimento industrial. «É sem dúvida uma das mais valias. Organizar um espaço, que já começou a ser utilizado com esta finalidade, dotando o Odiáxere com uma zona logística, comercial, industrial, entre a parte Poente da vila e a Via do Infante, a Norte da EN125», explicou Júlio Barroso. Será um pólo aglutinador de indústria, comércio e serviços, ao mesmo tempo que resolverá o problema das pequenas oficinas que estão localizadas no centro da localidade. «Temos muitas oficinas, de pequena dimensão, no meio da vila, de reparação automóvel e serralharia civil. Pretendemos retirá-las do centro e colocá-las num espaço condigno, onde possam desenvolver a sua actividade, mas também criar mais empregos», sublinhou, por seu turno, Luís Bandarra, presidente da Junta de Freguesia de Odiáxere. Embora ainda não esteja prevista a sua construção, a nova proposta de plano deixa já reservado um espaço para a futura escola EB 2,3 do Odiáxere.Com esta nova proposta de plano, também a renovação e crescimento urbano terão outra tónica. A altimetria passará a prever a construção de três pisos, proporcionando «uma maior consistência à renovação urbana da vila», sublinhou o presidente da Junta de Freguesia.Expectantes estão os autarcas em relação ao novo Autódromo Internacional do Algarve, «um investimento âncora para desenvolvimento do Algarve e sobretudo para todas as zonas que lhe estão adjacentes», frisou Júlio Barroso.Lagos quer encerrar planos este anoTermina hoje o prazo para a recepção de contributos do executivo, da Comissão Especializada Permanente de Urbanismo, Planeamento e Acessibilidades e da Junta de Freguesia do Odiáxere para a proposta de plano de urbanização de Odiáxere. Estes contributos serão ponderados e eventualmente contemplados nesta proposta de plano. A proposta irá depois a reunião de Câmara para aprovação e posteriormente será remetida para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve. Caberá à CCDR convocar todas as entidades que têm que dar parecer sobre o plano, emitindo depois um parecer final. Com esse parecer, que Júlio Barroso espera «ser positivo», o plano de urbanização do Odiáxere irá à «grande discussão pública», onde todas as pessoas se poderão pronunciar. O autarca lacobrigense espera que o «plano esteja pronto e em vigor este ano». Júlio Barroso almeja que «2008 seja o ano do encerramento dos capítulo planos».

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Já se pode apanhar «A Onda» em Lagos

O novo serviço de transportes públicos urbanos da cidade de Lagos – «a Onda» - foi lançado no passado sábado, na presença de várias individualidades do concelho e população.
Na cerimónia, que decorreu em ambiente informal, na Praça do Infante, algumas das novas viaturas estavam em apresentação, mas estiveram também presentes representantes das forças vivas do concelho, responsáveis do Grupo Barraqueiro, ao qual a Translagos pertence, membros da Assembleia Municipal, presidentes de Junta e todo o executivo municipal.Para Lagos, este foi um ponto de viragem e «um dia de alegria», como afirmou na cerimónia o vereador Jorge Serpa, uma vez que «marca o início de um novo serviço que já era há muito necessário num concelho que está em crescimento e que se torna cada vez mais turístico».O presidente da Câmara Júlio Barroso tornou-se no primeiro utente do novo serviço, recebendo das mãos do vereador Jorge Serpa um passe para apanhar «a Onda.Sete novas linhas desde segunda-feiraA partir desta segunda-feira, entraram em funcionamento sete novas «Ondas» (linhas), que vão servir não só a cidade de Lagos, como as zonas balneares da Meia Praia, D. Ana e Porto de Mós. Vão ainda servir os vários aglomerados urbanos das freguesias do concelho, designadamente Chinicato, Odiáxere, Luz, Espiche, Almádena, Sargaçal, Montes Juntos, Portelas, Colégio, Bensafrim e Barão de São João. Esta é uma situação que «não se verificava no serviço anterior», frisou Jorge Serpa.Outra das novidades é que os autocarros vão circular todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados, no período das 07h00 às 20h00, com maior frequência de passagem nos dias úteis, e sábados até às 14h00. O serviço inclui, igualmente, a existência de novas paragens.Jorge Serpa explicou, ainda, que irão estar a circular, em permanência, onze novos autocarros - cinco mini (Ondinhas) e seis médios (Ondas). Autocarros preparados para deficientes cumprem normas ambientaisAlém da estética e do conforto, que passa por exemplo pelo ar condicionado, estas viaturas têm o piso rebaixado e estão preparadas com plataforma para acesso a cadeira de rodas, para resposta às necessidades de todos os seus utilizadores. O vereador sublinhou também que todas as viaturas cumprem as exigências europeias em termos ambientais (Norma Euro IV), com baixos índices de emissão poluentes e motores extremamente silenciosos. Lembrou, por outro lado, que o novo tarifário, fixado pelo Município, «oferece várias modalidades» e que, «os preços serão agora mais baixos do que os anteriormente praticados, com a novidade de que os passes mensais (para a 3ª Idade, estudantes e pessoas com deficiência), terão agora um desconto de 50 por cento».Parceria entre o Grupo Barraqueiro/Translagos e a Câmara de LagosDavid Pedrosa, administrador do Grupo Barraqueiro, deixou apenas umas breves palavras, afirmando que este é também um passo importante para a Translagos, «que vai iniciar um novo serviço preparado para melhorar a vida da população do Lagos».Terminou, convicto de que «temos um grande futuro pela frente» e que «este será o início de uma grande parceria com a Câmara Municipal de Lagos».Para o utente nº1 d’A Onda, Júlio Barroso, «este é, sem dúvida, um dia muito importante para todo o concelho de Lagos».O presidente sublinhou que «A Onda» «é a ponta visível de um iceberg que representa o culminar de um longo e cuidado trabalho de planeamento ao nível da gestão da mobilidade no concelho».Câmara pagará diferença se linhas não se pagaremA Câmara Municipal contratualizou os transportes urbanos a uma empresa, que fica, assim, incumbida de executar um serviço definido e pago pelo próprio Município, de acordo com o valor proposto no âmbito de um concurso internacional. «Ao estabelecer o tarifário, o Município assume o eventual défice resultante das receitas não serem suficientes para cobrir os custos do contrato», referiu.Esse procedimento resultou na adjudicação do serviço à Empresa Translagos, por um período de sete anos, mediante o pagamento de um custo anual de 990 mil euros.Para Júlio Barroso, este novo serviço «vai ao encontro de alguns dos desígnios pelos quais a autarquia se bate». Ou seja, «a igualdade para todos os cidadãos/coesão territorial», uma vez que as novas linhas cobrem uma maior área geográfica; «a solidariedade social», já que os tarifários que entram em vigor são mais baratos que os anteriores e prevêem maiores descontos e, também «a solidariedade ambiental, já que todos os autocarros são amigos do ambiente». «A Onda» acaba, também, segundo o autarca, por vir ao encontro «da afirmação crescente do concelho como Lagos dos Descobrimentos, já que este novo serviço ajudará a prestar um melhor serviço a todos os turistas que nos visitarem».Usar a «Onda» para descongestionar o centroJúlio Barroso aproveitou o contexto para «sensibilizar os presentes de que o Centro Histórico de Lagos precisa de estar mais descongestionado» e que, agora «deixa de haver razão para que as pessoas não possam deixar os seus automóveis particulares nas bolsas de estacionamento existentes, ou mesmo em casa, e apanharem A Onda», para se deslocarem ao centro da cidade.Para o presidente da Câmara Municipal não há dúvidas de que esta parceria com a Translagos e a Empresa Municipal FuturLagos, que assegurará a gestão do serviço, «vai ser um sucesso»A cerimónia terminou com uma viagem inaugural seguindo o Circuito Onda Vermelha, a Linha Circular Interior de Lagos.Até ao 31 de Março, os novos transportes públicos são gratuitos.As sete «Ondas» de Lagos:ONDA VERMELHA (Linha 1) – Circular Interior de Lagos Esc. das Naus, Complexo Desportivo, Esc. S. João, Portas de Portugal, Lar J. Fialho, Mercado Sto. Amaro, Centro de Saúde, Esc. Gil Eanes, Esc. Ameijeira, Esc. Júlio Dantas, R. Sto. Amaro 2 autocarros mini Duração do trajecto total – 60 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutosSábado: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutos até às 14h00 / 60 minutos das 14h00 às 20h00Domingos e Feriados: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 60 minutosONDA AZUL (Linha 2) – Meia Praia / Porto de Mós Forte Meia Praia, Esc. Naus, Complexo Desportivo, Esc. S. João, Centro Saúde, Esc. Gil Eanes, Esc. Ameijeira, Lar J. Fialho, Praia Dª Ana, Praia Porto Mós, R. Moinho do Azeite, Cemitério Novo, Fonte Coberta 2 autocarros mini Duração do trajecto - 30 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutosSábado: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutos até às 14h00 / 60 minutos das 14h00 às 20h00Domingos e Feriados: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 60 minutosONDA ROSA (Linha 3) – Lagos / Odiáxere Praça Infante D. Henrique, Esc. Naus, Complexo Desportivo, Chinicato, Odiáxere 2 autocarros médio tempo de trajecto total - 30 minutos periodicidade de passagem – 30 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutosSábado: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 30 minutos até às 14h00 / 60 minutos das 14h00 às 20h00Domingos e Feriados: 7h00 às 20h00Frequência de passagem = 60 minutosONDA AMARELA (Linha 4) – Lagos / Almádena (Via Luz/Espiche) Praça Infante D. Henrique, Lar J. Fialho, Parque da Cidade, Esc. Gil Eanes, Centro de Saúde, Estrada da Atalaia, 4 Estradas, Valverde, Luz, Espiche, Almádena 2 autocarros médio tempo de trajecto total – 40 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: 7h10 às 19h50Frequência de passagem = 40 minutosSábado: 7h10 às 19h30Frequência de passagem = 40 minutos até às 14h30 / 60 minutos das 14h30 às 19h30Domingos e Feriados: 7h10 às 19h10Frequência de passagem = 60 minutos ONDA LARANJA (Linha 5) – Lagos / Montes Juntos (Via Sargaçal) Praça Infante D. Henrique, Complexo Desportivo, Chinicato, Sargaçal, Montes Juntos 1 autocarro mini tempo de trajecto total – 30 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: Montes Juntos - Lagos: 10 saídas/viagens - 7h00 às 20h00Lagos – Montes Juntos: 7 saídas/viagens - 10h00 às 19h30Sábado: Montes Juntos - Lagos: 8 saídas/viagens - 7h00 às 20h00Lagos – Montes Juntos: 5 saídas/viagens - 10h00 às 19h30Domingos e Feriados: Montes Juntos - Lagos: 5 saídas/viagens – 7h00 às 19h00Lagos – Montes Juntos: 4 saídas/viagens – 7h30 às 18h30ONDA VERDE (Linha 6) – Lagos / Barão de S. João (Via Bensafrim) Praça Infante D. Henrique, Complexo Desportivo, Portelas, Bensafrim, Barão de S. João 1 autocarro médio tempo de trajecto total – 30 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: Barão - Lagos: 9 saídas/viagens - 7h00 às 20h00Lagos – Barão: 7 saídas/viagens - 10h00 às 19h30Sábado: Barão - Lagos: 7 saídas/viagens - 7h00 às 20h00Lagos – Barão: 5 saídas/viagens - 10h00 às 18h30Domingos e Feriados: Barão - Lagos: 5 saídas/viagens – 7h00 às 19h00Lagos – Barão: 4 saídas/viagens – 7h30 às 18h30ONDA CASTANHA (Linha 7) – Lagos / Colégio (Via Monte Judeu) Praça Infante D. Henrique, Complexo Desportivo, Portelas, Monte Judeu, Colégio 1 autocarros mini  tempo de trajecto total - 25 minutosHorário/Periodicidade:Dias úteis: Colégio - Lagos: 8 saídas/viagens - 7h00 às 19h55Lagos – Colégio: 7 saídas/viagens - 7h25 às 19h30Sábado: Colégio - Lagos: 6 saídas/viagens - 7h00 às 19h55Lagos – Colégio: 5 saídas/viagens - 7h25 às 19h30Domingos e Feriados: Colégio - Lagos: 5 saídas/viagens – 7h00 às 19h05Lagos – Colégio: 4 saídas/viagens – 7h25 às 18h30Que ONDA devo apanhar para...- Centro de Saúde: ONDAs Vermelha, Azul e Amarela- Edifício Multiusos (Chinicato): ONDAs Rosa e Castanha - Complexo Desportivo Municipal: ONDAs Vermelha, Azul, Rosa, Castanha, Verde e Laranja- Mercado de StºAmaro: ONDA Vermelha- Avenida dos Descobrimentos / Centro Histórico (Praça Infante D. Henrique): ONDAs Vermelha, Rosa, Castanha, Verde, Laranja e Amarela- Escolas:Escola 1º Ciclo (Chinicato): ONDAs Rosa e LaranjaEsc. 1º Ciclo da Ameijeira: ONDAs Vermelha e AzulEsc. EB 2/3 das Naus: ONDAs Vermelha, Azul, Rosa e LaranjaEsc. EB 2/3 nº1: ONDAs Vermelha e AzulEsc. Sec. Gil Eanes : ONDAs Vermelha, Azul e AmarelaEsc. Sec. Júlio Dantas: ONDAs Vermelha e Amarela - Repartição de Finanças: ONDAs Vermelha e Amarela- Parque da Cidade: ONDA Amarela e Vermelha- Marina de Lagos: ONDAs Vermelha, Rosa, Castanha, Verde, Laranja e Azul- Praias D. Ana e Porto Mós – ONDA Azul- Zoo de Lagos – ONDA VerdeTarifárioO tarifário é fixado pelo Município, e oferece várias modalidades: passe mensal (para a 3.ª Idade, estudantes e pessoas com deficiência), bilhete pré-comprado recarregável, bilhete adquirido a bordo e bilhete de 1 dia. CoroasO valor a pagar varia, igualmente, consoante a coroa (zona) a utilizar. Assim, o bilhete pré-comprado por viagem oscilará entre os 50 e os 65 cêntimos; o bilhete a bordo entre 1 e 1,30 euros; o passe mensal entre os 15,50 e os 23,00 euros, sendo que a 3.ª Idade, estudantes e pessoas com deficiência terão desconto de 50% sobre este valor. O bilhete de 1 dia, válido para todas as zonas, custará 3 euros.Qual a modalidade mais adequada?Se utilizar diariamente A ONDA, compensará adquirir o passe mensal; se apanhar A ONDA com muita frequência, pode adquirir o cartão recarregável com viagens pré-pagas. Para o utilizador esporádico, que pretenda muita mobilidade geográfica dentro do concelho, terá ao seu dispor o bilhete de 1 dia.ValidadeCada bilhete é válido por 1 hora, o que permite fazer transbordos para outras ONDAS (Linhas), dentro da mesma coroa, sem pagamento adicional.Troca de Bilhetes e PassesNum período inicial – mês de Abril – os interessados podem dirigir-se aos dois postos de venda em Lagos (Terminal Rodoviário/Rossio de S. João e Loja da Renex/Rua Portas de Portugal) para substituir os seus títulos de transporte antigos por bilhetes da ONDA (os títulos pré-comprados terão de ser no mínimo 10). Os passes dos estudantes continuam a ser válidos na ONDA, até ao final do ano lectivo.Postos de VendasPara que possa aceder mais facilmente a este novo serviço, terá ao seu dispor diversos postos de venda de títulos de transporte (passes e bilhetes): em Lagos (Terminal Rodoviário e Loja da Renex), e nas Juntas de Freguesia da Luz, Odiáxere e Bensafrim.
25 de Março de 2008 08:12

Chegar ao Algarve e voar até ao hotel de helicóptero

Sair do aeroporto de Faro e chegar a Lagos ou Albufeira sem passar pela Via do Infante ou pela EN 125 já é uma possibilidade oferecida pela NJoy… desde que se esteja disponível a abrir os cordões à bolsa e não se tenha medo das alturas.
TEMAS: Empresas
É de luxo e de extravagância que vamos falar nas próximas linhas. Por isso, se estiver a pensar em fazer algo diferente nas suas próximas férias, o melhor será começar a olhar para os zeros do cartão de crédito.A proposta, oferecida pelo operador turístico Njoy Portugal, passa por aterrar no Aeroporto de Faro e seguir de helicóptero até ao hotel ou cidade mais próxima onde se pretende ficar alojado.Formalidades como o transporte de bagagem ou o aluguer de veículos vão assim deixar de ser preocupações das carteiras mais abastadas que, além da rapidez, terão a costa algarvia ou o barrocal como «extras» gratuitos.O novo serviço de helitransferes está a ser desenvolvido em parceria com a HTA – Helicópteros do Algarve e, segundo o operador, vem colmatar uma lacuna existente no segmento de luxo na área dos transportes.Numa primeira fase, o resort Vila Joya foi o primeiro a associar-se ao serviço disponibilizado pela NJoy, que também irá operar como central de reservas para todos os hoteleiros, agentes de viagens, campos de golfe e resorts.Todo o luxo tem um preço e, neste caso, o custo médio de uma viagem rondará os 1200 euros – o equivalente a doze viagens aéreas em regime low cost –, embora o aluguer do helicóptero dê direito a transportar até cinco passageiros.Neste momento, e segundo informação disponibilizada no sítio da empresa, é já possível voar para nove destinos no Algarve, como Albufeira, Carvoeiro, Lagos, Penina, Quinta do Lago ou mesmo Monte Gordo.A título de exemplo, o trajecto Faro (aeroporto)/Lagos – o mais distante e, como tal, o mais caro – custa perto de 1700 euros e o tempo total de voo não vai além da meia hora.Em termos logísticos, e mesmo contando com os transbordos à entrada e saída dos heliportos, o tempo médio de viagem até um dos hotéis do concelho de Lagos não deverá exceder os 45 minutos.Mas as propostas não se ficam por aqui. Quem estiver a pensar em luxos «mais modestos» para sair ou entrar no Aeroporto de Faro pode sempre recorrer ao «VIP transfer», unicamente feito em veículos de luxo como um BMW ou um não menos simpático Mercedes.Se escolher esta modalidade, o preço médio de uma viagem entre o aeroporto de Faro e a cidade de Tavira, por exemplo, terá um custo de cerca de 60 euros.

Voltar 12 anos ao passado da Internet é possível

O site norte-americano "Internet Archive Wayback Machine" arquiva há 12 anos páginas web de todo o mundo, inclusive portuguesas. Hoje são mais de 85 mil milhões de sites guardados neste arquivo digital que pretende mostrar a evolução da Internet e preservar a informação online.Ao aceder ao site encontra-se uma caixa de pesquisa em que se pode escrever o endereço que se quer visitar. “Take me back” (“Leva-me de volta”) é o que diz no botão que nos permite voltar ao passado e ver as versões da página escolhida. Podemos regressar até 1996, ano em que a Internet começava a dar os primeiros passos em Portugal. No caso do site do PÚBLICO, temos acesso desde 1998 até Junho de 2007. A apresentação dos conteúdos aparece com um lapso temporal de seis meses, o que explica ainda não termos acesso ao ano 2008. Revistar as versões antigas dos órgãos de comunicação social, instituições públicas e até blogs é possível com apenas um clique. Além de permitir aos cibernautas de visitarem versões antigas dos sites, o Internet Archive Wayback Machine permite também estabelecer ligações para páginas que já não estão disponíveis, servindo o próprio endereço para mostrar em data elas foram obtidas. Os 85 mil milhões de páginas guardadas ocupam 2,5 peta bytes (o equivalente a 3,5 milhões de CD) e o arquivo cresce ao ritmo mensal de 20 tera bytes (o espaço de cerca de 30 mil CD). Criar uma nova biblioteca de AlexandriaO fundador do Internet Archive declarou à Lusa que pretende, desde 1980, altura em que estudava engenharia, “construir uma grande biblioteca digital”. “A ideia era tentar solucionar um problema: que contributo positivo para o futuro poderíamos dar usando a tecnologia”, contou. A intenção é criar uma segunda versão da Biblioteca de Alexandria, pode ler-se no site.Outro dos objectivos do arquivo é guardar conteúdos que de outra forma poderiam perder-se na Internet. Para Sérgio Nunes, engenheiro informático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a “preservação da informação” é a maior vantagem do Internet Archive. Para conseguir organizar a enorme biblioteca digital, o site trabalha directamente com 12 bibliotecas nacionais e 30 bibliotecas de universidades e tem colaboradores na França, Itália, Austrália, Japão e Inglaterra. O programa utilizado para fazer a recolha é o Alexa Internet, um motor de busca que captura cópias das páginas, excepto se estas estiverem protegidas para a recolha ou tenham uma palavra-passe. Útil para investigadores e académicosO Internet Archive Wayback Machine pode ser utilizado por qualquer pessoa mas é especialmente útil para investigadores e académicos que procuram compreender de que forma a rede evoluiu em termos de conteúdos, design, interactividade, entre outros factores. De acordo com o site, a missão do Internet Archive é ajudar a preservar informação e criar uma biblioteca para investigadores, historiadores e estudantes.“Actualmente o site é muito usado por investigadores e pessoas das áreas sociais que procuram ver a evolução da web”, diz Sérgio Nunes, que é doutorando em Engenharia Informática. O sítio disponibiliza ainda informações sobre temas específicos, como o furacão Katrina, que atingiu Nova Orleães em 2005, o tsunami no Sudeste Asiático em 2004 ou os atentados terroristas de 11 de Setembro.

POUPE QUANDO METER GASOLINA OU GASOLEO

A constante subida do preço dos combustíveis tem motivado várias iniciativas por parte dos cidadãos numa tentativa de se entreajudarem a poupar algum dinheiro na hora de abastecer.
Uma delas passa por disponibilizar na Internet listas de postos de abastecimento, respectivos preços, promoções.
A Agência Financeira encontrou o Maisgasolina.com, um directório interactivo de postos de abastecimento em Portugal, com preços de combustíveis actualizados pela comunidade quase diariamente, a localização e preços praticados em centenas postos e outras informações que podem ser bastante úteis aos automobilistas.
De uma forma simples, através da navegação num mapa ou num directório de distritos, concelhos e localidades, os consumidores podem encontrar um posto de abastecimento ou comparar preços para encontrar o posto mais barato da sua região.
«O Mais Gasolina depende da cooperação e boa vontade de todos os seus utilizadores e respectiva administração. Os utilizadores registados podem contribuir para o Mais Gasolina sugerindo novos postos, actualizando postos já no directório e actualizando os preços dos combustíveis. Para garantir a veracidade destes dados a equipa do Mais Gasolina monitoriza em background as alterações que são efectuadas pelos nossos membros tentado garantir a qualidade e veracidade dos dados aqui apresentados», pode ler-se na apresentação do projecto.
O acesso «é e vai continuar a ser totalmente gratuito», as despesas de manutenção são suportadas por publicidade e/ou doações. O registo é facultativo, mas também livre de custos.
O site disponibiliza igualmente os preços de referência das três principais petrolíferas (Galp, BP e Repsol) e uma lista de postos mais baratos.